Novidade Filosófica!

Acheron

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Nas Profundezas de Acheron As orlas inferiores   Porque tudo que levo é o meu silêncio e perpetuado entre os ecos de meu próprio herói, ouço bradar acima de mim, as vozes que no além irei deixar como memórias vivas...   Senti preso em meus cabelos, um alfinete que mesclava a dura forma fractal dos gelos, mãos que suavemente me penteavam, mas que ao mesmo tempo, me lavavam, deixando no rosto a palidez que outrora entre as chamas queimou-me. A quietude das orlas inferiores das brumas, o silêncio que me fez jurar para que pudesse ser levada ao submerso rio. As divisões de mundos já haviam sido feitas, o silêncio havia sido pago. Não pude soar com a voz de minhas cordas, mas nos meus olhos ainda havia preço. Eu vi e senti as profundezas tomarem-me, queria gritar com a alma, expressar a loucura das orlas, das camadas que me envolviam, do apreço, das chamas que me devoravam, das águas que se misturavam entre as três temperaturas , todas ao mesmo tempo. Entravam sobre as ...

A Deusa e o Canto da Origem




A DEUSA E O CANTO DA ORIGEM

 

A harmonia pulsa em seu nucléolo onde por meio do som acústico cria as vibrações formando os éolos e deles trazem e levam poeiras, centeias vivas da carne originando o homem.

Mediante a criação divina na matéria pura, a deusa continua a melodiar. O gemido crepuscular da voz timbra em tons leves e pesados o serpentear da enorme cobra.

Em seu umbigo cita as leis e dela desdobra a linha de ouro do tempo, que por intermédio da força pulsante gira o quinhão.

Ela então, jamais parou de cantar e cada melodia decodifica a sua mensagem divina, dando por origem a criação de todas as coisas vivas ou inanimadas. Na teia que dorme lança a linha e nela impregna com o toque da sua unha, na qual infecta de tempo. A forma como doa para o universo torna a ela para que ninguém possa descobri-la.

O canto ainda que por todo o tempo vibra e que nela está engendrado a sua forma. Ela o chama de momento, uma passagem livre no vácuo e que naquele espaço ela deixa desenrolar. Lá, impregnado pelo andamento silencioso se nutre do cordão que ela deixa ser embebida, mais tarde, da síntese que se nutriu o envenena.

Ela os ama e ela os ceifa.

De volta ao seio ela continua a cantar, o som da vida em movimento, oscilatório, vibrante e destemido. Pulsa e repulsa, leva e traz consigo a força da serpente desfragmentada, para elevar-se de onde parou. Dali, se ergue novamente em períodos de gestação. As replicações antes integrada, se desintegra e de volta ao quinhão repousa.

A escuridão da matéria, a cor pura onde se flui a divindade, o véu de todos os segredos contidos e irrevelados. Lá se envolve e desenvolve por exatidão, cumplicidade da forma mais sutil de vida e perfeição. Onde, por meio de todo o mistério das coisas a molécula do próprio tempo os doam.

Sentem, e por harmonia devolvem o que sentiram, uma forma fenomenal de som.

Ao desenrolar do primeiro impacto da arte na melodia o quinhão inicia a vida.

A serpente vibra e nela desenrola o código. Mensagem que lhe é atribuída por originalidade, exclusiva e que o torna uno naquele algoritmo.

Pois, essa chave é a mensagem assoprada da deusa e que no homem o agregou. Ele, o homem possuidor da chave oculta, na qual antes foi revelado na origem da escuridão da matéria pura, o levou até ao rio da água energizada da mente criadora que apagou e reascendeu em seu lugar a chama do éter. Para que o segredo dela fosse mantido.

O sopro do ar, a água no núcleo, a energia da serpente e a centelha viva deu-lhe a base da mensagem ionizada e magnetizada dele sendo um ser racional e que por meio da mente criada pudesse copiá-la. Um método na qual o homem cria, inventa e idealiza. Contudo, a forma na qual se cria algo, dela já é a matriz.

O canto da deusa originou tudo e mantém, e sem a sua harmonia celeste nada poderia existir. Pois, a vida é o canto, a melodia que vibra e pulsa.

Às vezes, no crepúsculo das horas gemendo por ingratidão aos homens que criara com amor e perfeição, chora. E, mesmo sentindo as forças imanentes de destruição emana, oscila e continua para concluir o renascimento e assim, gerar os gases que porvindoura os nutrirão. Dá-lhe novamente a estrela que ressurgindo do seu núcleo renasça um novo mundo. Como o miolo da rosa sendo esmiuçado de dentro para fora e novamente, até que conclua as limalhas de sua esfera.

Porque a deusa nos ama e dela está o código da vida no universo.

Transmitir amor é a forma que ela trabalha, e não há outra forma de abrir o invólucro da rosa.

Quando a vibração sossegar, em seu núcleo e na sua criação da centeia viva que é o homem então, ela desistirá, deixando a matéria pura tomar forma e engolir a sua teia.

Entregará a chave do tempo e tudo que terá será um único gemido do caos.



 Original: Claudianne Diaz

Texto com ©DIREITOS AUTORAIS

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