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Acheron

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Nas Profundezas de Acheron As orlas inferiores   Porque tudo que levo é o meu silêncio e perpetuado entre os ecos de meu próprio herói, ouço bradar acima de mim, as vozes que no além irei deixar como memórias vivas...   Senti preso em meus cabelos, um alfinete que mesclava a dura forma fractal dos gelos, mãos que suavemente me penteavam, mas que ao mesmo tempo, me lavavam, deixando no rosto a palidez que outrora entre as chamas queimou-me. A quietude das orlas inferiores das brumas, o silêncio que me fez jurar para que pudesse ser levada ao submerso rio. As divisões de mundos já haviam sido feitas, o silêncio havia sido pago. Não pude soar com a voz de minhas cordas, mas nos meus olhos ainda havia preço. Eu vi e senti as profundezas tomarem-me, queria gritar com a alma, expressar a loucura das orlas, das camadas que me envolviam, do apreço, das chamas que me devoravam, das águas que se misturavam entre as três temperaturas , todas ao mesmo tempo. Entravam sobre as ...

A Deusa e o Quinhão de Ouro





A DEUSA E O QUINHÃO DE OURO

 

Desde que o homem assimilou a ideia de transformar a história real em contos de fadas e heróis, viu por meio dos poetas uma forma segura de esconder a verdade absoluta do tempo, da estratégia e de todas as áreas que governam o mundo.

Tão-somente, os homens que queiram conhecer a verdade pudessem acessá-las. Memórias que não se guardam em arquivos físicos, mas nas memórias do próprio tempo.

Os seres buscam o conhecimento em todos os lugares, são ensinados por ordens hierárquicas, aprendem línguas e disciplinas. São treinados a ouvir, a falar, a andar e se comportar. Os ouvidos atentos ao mundo exterior, o paladar adocicado das trivialidades alheias, o andar lento para caminhar entre tudo que é moldado ao telespectador do mundo visível. O intelecto pronto a ser esmiuçado pela ordem que melhor pode usá-lo. Uma máquina pronta a ser dedilhada, manipulada e complacente para a sociedade.

O ser aprende desde cedo os seus medos, as suas fraquezas, o que ele pode desempenhar para o mundo dentro das possibilidades que lhe é cabível.

Aprende que monetariamente, a vida lhe é mais aceitável, que encaixa, que sobrevive. Usa dracma para comprar a voz e o silêncio. Embora, foi o que os apresentara em troca da civilização moderna.

O quinhão de ouro é velado e guardado acima dos homens a céu aberto. É dito, mas somente os olhos preparados o verão, livros, arquivos e documentos escondem na forma de expressar o oculto, quem percorre atrás dos espelhos o veem. Esse, é o tempo gerado pelo espaço que deixou. As memórias que podem ser acessadas.

Sendo o mundo um enorme cenário, o grande arquiteto que assinou deixa a imensidão de sua glória sendo manifestada pela deusa sem nome. Aquela, cujo véu está velado os seus tesouros, o segredo do universo. Segredo que muitos homens em suas épocas não puderam ou não foram autorizados a confessar.

Contudo, em suas limalhas onde esconde o absoluto quinhão de ouro deixara aos que governaram cidades e impérios nas quais por eles foram feitas autoridades por períodos históricos e que por decreto de suas hierarquias, escreveram. Tiveram tempo e dominavam a arte de inventar, de criar histórias heróicas para esconder nela e prender de alguma forma a longevidade dos antigos observadores do tempo.

Nessas escrituras, deixaram entre marcos a verdade. Esta verdade jamais seria ou será alterada, e por decênios e milênios de anos ainda o prende.

Está preso no quinhão de ouro do tempo. No valor inalterado, nas conjecturas.

Muitos perguntarão do que se trata o quinhão de ouro. Mas essa pergunta se diz respeito apenas aos que velam e conhecem o quinhão. Sendo ele o próprio tempo e que nele está engendrado todo o esquema. O projeto de vida, da semente, da germinação, da demanda, do fogo, da brasa, dos braços e suas divisões. Não há espaço para o inapropriado a não ser a matéria pura, o caos divino na qual emana e fervilha as suas radiações.

Além do tempo, do espaço e da forma como conhecemos a distância. Está o devir da divindade pura, da verdadeira humanidade estelar, do fogo que queima sem cessar. Mas, que guarda o fio emaranhado da deusa, das linhas do tempo, da reconstrução, da essência germinadora do universo. Lá está e não há como vê-los em olhos carnais. Porque ele não é para ser visto, é para ser calculado.

O fogo que sempre os motivou, a força subjacente de nossa raça e que por intermédio da intelectualidade move e que nessa ciranda de força e energia se cria. Milhões de luzes que povoam a terra e o céu e que por toda a vida nos fez acreditar em sua generosidade magnífica, que move como o magneto que supre a terra. Essa é a força que ventila e que comanda.

Acima, onde o quinhão enrola e desenrola o ouro transmuta, a obra circula a quintessência extrai, os minerais se elevam, condensam e mantém a temperatura da terra equilibrado por dois fios centrais do enorme quinhão. Tudo consiste em separar para que a obra pura seja a perfeição dos deuses. Pois, a gravidade sendo a oposição dos seus feitos, eleva-se para outros polos em bases circulares a ionização do tempo. E, seus raios luminosos extrai da sua matéria apenas o que o homem encarnado pode tocá-lo.

A deusa guarda sob o véu todo o esquema divino. Esse véu jamais ninguém o levantou.


Original: Claudianne Diaz

Texto com ©DIREITOS AUTORAIS

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