Novidade Filosófica!

Vênus - A Deusa Que Ama o Avesso



 Dizei-me, oh! estrelas: que destino aguarda aqueles que ousam unir luz e mistério? 



A união recém-formada entre Apolo e Vênus reverberava pelo espaço como uma onda sincronizada. Não era som, mas vibração — uma alteração sutil na tessitura do cosmo, como se o próprio vácuo reconhecesse que duas forças fundamentais haviam decidido caminhar lado a lado.
Apolo avançava à frente, abrindo trilhas de claridade pelo espaço profundo. Sua luz não era apenas brilho; mas cálculo, precisão, consciência. Cada fóton que deixava seu corpo, carregava uma intenção, um convite para que o universo se revelasse.
Vênus seguia ao seu lado, segurando o braço da lógica — gesto que se tornara símbolo de sua aliança. A deusa caminhava com a elegância de quem domina o próprio destino, mas havia algo novo em seu olhar; curiosidade. Uma curiosidade tão intensa quanto o brilho de seu planeta.

— Sente isso? — perguntou ela, observando o espaço ao redor como se escutasse uma música distante.
— Sinto, respondeu Apolo. — O Sistema Solar ajusta-se à nossa presença. Cada órbita responde quando duas forças se alinham. 
Vênus sorriu, e o sorriso parecia alterar a própria luz que os cercava.

— Então vamos descobrir o que muda quando caminhamos juntos. 

Apolo estendeu a mão e diante deles surgiu uma projeção luminosa; o mapa orbital dos planetas internos. Linhas curvas, elipses perfeitas, velocidades, inclinações — tudo dançava em harmonia matemática.
— Veja, disse ele. — Para iniciar nossa jornada, precisamos compreender a travessia entre órbitas. 
A projeção se expandiu, revelando a distância entre o Sol e o planeta dela.

— Orbita a uma média de 108 milhões de quilômetros, explicou Apolo. — Para alcançá-la, é preciso calcular a energia exata para mudar de trajetória. 

Vênus inclinou a cabeça, fascinada.

— É preciso coragem para ser quem eu sou. Meu dia dura mais que meu ano. Minha rotação é lenta, mas minha alma é rápida. 

Apolo observou-a com admiração.

— Seu mundo é um paradoxo perfeito. Um brilho que esconde tempestades. Uma beleza que guarda segredos. 

— E você? — perguntou ela. — O que esconde atrás de tanta luz? 

Apolo desviou o olhar para o horizonte cósmico, onde Mercúrio surgia como um fragmento metálico.

— Mais do que imagina. E Mercúrio sabe disso. Ele sempre soube. 

Vênus seguiu o olhar dele.

— O pequeno mensageiro? 

— Sim. Ele dança tão perto de mim que escuta o que ninguém mais escuta. Hermes o usa como estrada. E agora, nós também precisaremos dele. 
Vênus aproximou-se um pouco mais, sua presença envolvendo Apolo como um perfume invisível.
— Então vamos até ele. 
Apolo assentiu, e juntos deram o primeiro passo da travessia. A luz dele abriu caminho; o véu dela suavizou o espaço ao redor. Era como se o universo inteiro se curvasse para permitir que passassem.


Venerada por Vênus


 TEXTO COM ©DIREITOS PRESERVADOS – ORIGINAL: CLAUDIANNE DIAZ
VIAGEM CÓSMICA
 

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