Novidade Filosófica!

Na Eternidade - Onde me sentei e chorei

Imagem
A Alma Indivisível – Onde me sentei e Chorei [À minha mãezinha...]   Quando atravessei o limiar, não encontrei escuridão. Encontrei paz — e nele, todas as vozes que ignorei em vida. A morte não me levou; ela me apresentou àquilo que sempre fui despida do tempo, sem peso. Compreendi, então, que viver não é existir — é tocar e ser tocada, ainda que por um instante. O fim não fecha a porta. Apenas ensina a olhar para trás com ternura! Essas são minhas palavras... Lá onde atravessei o portal de bronze, onde havia inúmeras serpentes escuras, até os cachos de brotos das árvores eram ninhos de seus filhotes, acreditei estar em um lugar intocável, um lugar apenas para os que não retornam. Estive ali, à beira das águas que não ousaria tocar. Mas, tive que tocar. Acompanhei alguém na caminhada mais dura e difícil da minha vida, minha mãezinha , a que jamais quis ter que voltar. Mesmo assim, aqui estou. Na primeira camada, a morte é a lei; na camada das sombras, é a passagem, a escolh...

Vênus - a deusa que ama o avesso


 

“OH! estrela que recua e, ao recuar, governa;
teu amor vai contra o mundo — e ainda assim o ordena.”


VÊNUS, A QUE DANÇA AO CONTRÁRIO


Vênus sempre ocupou posição singular no firmamento, irradiando brilho que atravessa eras e desperta fascínio desde os primeiros registros humanos. Povos antigos observaram sua aparição ao amanhecer e ao entardecer, atribuindo-lhe nomes distintos, como se duas entidades diferentes habitassem o mesmo corpo celeste.

Babilônios a chamaram de Dilbat, gregos a veneraram como Afrodite, romanos a transformaram em símbolo de beleza e desejo.

Seu movimento retrógrado, único entre os planetas conhecidos, revela alma que desafia qualquer ordem estabelecida. Enquanto outros seguem trajetórias previsíveis, ela escolhe direção oposta, como se o próprio universo precisasse de sua rebeldia para manter equilíbrio invisível.

Essa inversão não representa desobediência, mas expressão íntima de amor que se manifesta de modo singular. Vênus guarda em seu coração o Sol e Mercúrio, porém jamais se entrega de forma linear. Sua essência combina delicadeza luminosa e força incandescente, refletindo superfície coberta por nuvens densas e atmosfera capaz de transformar tudo ao redor.

A deusa é ao mesmo tempo carícia e tempestade, promessa e enigma. Civilizações antigas registraram sua dança celeste em tábuas de argila, papiros e pergaminhos. Astrônomos maias calcularam ciclos com precisão impressionante, percebendo que sua aparição marcava períodos de renovação e presságios.

Filósofos gregos tentaram explicar sua alternância entre estrela da manhã e estrela da tarde, enquanto sacerdotes egípcios a associavam ao renascimento constante. Cada cultura, ao observá-la, projetou nela seus próprios anseios, medos e esperanças. No entanto, nenhuma interpretação alcançou a profundidade de sua verdade íntima. Vênus ama intensamente, mas sua paixão se manifesta por caminhos que desafiam expectativas. Quando se aproxima do Sol, reflete luz com intensidade quase divina; quando se afasta, mergulha em silêncio que confunde até os deuses.

Mercúrio, sempre atento, tenta decifrar seus gestos, enquanto o Sol observa com paciência ancestral. A deusa, porém, segue ritmo próprio, guiada por força interior que nenhum outro astro possui. Assim, Vênus permanece soberana no céu e na mitologia, conduzindo sua dança invertida com elegância que transcende eras. Sua presença ilumina noites, inspira poetas, orienta navegadores e desperta sentimentos que ultrapassam fronteiras mortais.

Ela é a chama que seduz, o mistério que inquieta, a beleza que transforma. E, enquanto percorre seu caminho contrário, mantém em seu coração os dois deuses que a veneram, sem jamais permitir que qualquer um deles compreenda totalmente a profundidade de seu amor.


Venerada por Vênus


 TEXTO COM ©DIREITOS PRESERVADOS – ORIGINAL: CLAUDIANNE DIAZ
VIAGEM CÓSMICA

LEIA TAMBÉM >>>

Ruptura

Terracota - A BIOLOGIA SISTÊMICA

Terracota - Embriologia - A Ordem 1,0.819

Terracota - Embriologia - A Ordem 0,27.19

A Prisioneira das Sombras