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Acheron

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Nas Profundezas de Acheron As orlas inferiores   Porque tudo que levo é o meu silêncio e perpetuado entre os ecos de meu próprio herói, ouço bradar acima de mim, as vozes que no além irei deixar como memórias vivas...   Senti preso em meus cabelos, um alfinete que mesclava a dura forma fractal dos gelos, mãos que suavemente me penteavam, mas que ao mesmo tempo, me lavavam, deixando no rosto a palidez que outrora entre as chamas queimou-me. A quietude das orlas inferiores das brumas, o silêncio que me fez jurar para que pudesse ser levada ao submerso rio. As divisões de mundos já haviam sido feitas, o silêncio havia sido pago. Não pude soar com a voz de minhas cordas, mas nos meus olhos ainda havia preço. Eu vi e senti as profundezas tomarem-me, queria gritar com a alma, expressar a loucura das orlas, das camadas que me envolviam, do apreço, das chamas que me devoravam, das águas que se misturavam entre as três temperaturas , todas ao mesmo tempo. Entravam sobre as ...

A Deusa e a Arte da Guerra



 

A DEUSA E A ARTE DA GUERRA



— Diga-me. — Quais as formas de conter outra invasão? — Já que os líderes que comandam parte da guerra se foram em menos da metade, antes de seguir para o sul? — Quero todos na ala de arena antes do amanhecer.
— Sim senhor. — Disse um dos soldados do rei de Havilá juntamente com os associados de Haico.
Ainda que havia inúmeros conselheiros, a destruição de suas terras, da captura de rebeldes e dos que protegiam o lendário fundador de armênia, corria entre parte do mundo as águas que eles não podiam conter. Os quatro rios do paraíso.
Naquelas águas corriam o sangue fértil do coração do mundo, o ouro, o petróleo, a sardônica. Eles esqueceram de imediato que o doce da água se perdera com a abundância de bdélio. Uma goma aromática que falsificaria a mirra e que adiante seria usado na medicina, mas que o amargo definitivo não lhes prazeria o proveito para salientar a sede.
O braço de Eufrates se dividia, seus estágios de poder político se estenderam mais do que no sentido de poder sagrado. Pois, o efêmero do poder absoluto corria sem fronteiras e irrigava outros países. O que seria relevante romper a ameaça que era real diante de outros lugares que viam como dracmas. Cada parte do braço irrompia laços da quarta geração de Noé e todos eram homens igualmente aos haicos, guerreiros.
Seus arcos e flechas e seus olhares impetrantes de homens que influenciados por seus oradores davam a vida em batalhas. Viviam a vida o sonho dos homens. Eles jamais desistiriam e jamais voltariam para casa sem serem notados por suas lanças. Os rios de pedras preciosas foram lavados de sangue e toda a água amarga se tornara escura levando assim, parte de seus homens aos fluviais subterrâneos da Turquia. Onde uma vez ao ano florescem rosas negras e que nelas ficam engendrados o poder que os ancestrais lutaram para conter seus invasores.
Eufrates, o rio que regava a árvore da vida também regou inúmeras mortes. Abrindo e destruindo com o mesmo poder de cura.
Uma civilização estava em curso e novas descobertas faziam temer por poderes que logo descontroladamente, se viram entre espadas. As hierarquias entre povos, as divisões entre culturas e sociologia transcorria florescendo as suas histórias e suas comunidades eram suscintas aos homens que mais lhe aplicavam por direção, seu rei.
Entre conter todo o ouro e atingir um alto poder político foram construídas torres que cercavam partes dos rios. Isso, se deu o nome de babéis, nas quais apenas era um lugar santo em homenagem a perfeição das terras santas e dos povos que iriam em tempos comungar com o divino. As vias de leis e regras se iniciaram por intermédio dos seus porvindouros que esta era a forma de apreciação.
Por outro lado, parte de Pison, irrigava, transformava fontes e infectava. Gion, recebia como partes de seus refluxos as águas contaminadas por bdélio. O amargo que justificadamente herdou. Hidequél, sendo as correntes de baixa ladeira infectou todas as partes possíveis em pouquíssimo tempo.
A deusa sem nome ouvindo o triscar das lanças e os riscos de sons de arcos e flechas, mulheres e crianças chorando a perda de homens que jamais sentira dor. Enterravam parte de seus corações e com elas e as dores foram semeadas as árvores que recebiam as dores da alma, alimentavam e nutriam seus corpos. Ao mesmo tempo que eram irrigados pelo sangue dos seus ancestrais.
Nelas foram cravadas a matéria no espírito. A estrela da árvore frutífera. E, assim seguiu por sucessões o fruto proibido do jardim.
Cravado em seu núcleo o coração dos homens que lutaram por suas vidas o sustento e a ambição de outro.
Toda uma dinastia perdida apavorantemente, por lutas, por lutos e por poder.
A política sempre foi e sempre será a discórdia da humanidade e lutará sempre em benefício de seus dracmas. Mas, o rosto neles gravados serão sempre quem os motivaram e jamais os que pediram para a pacificação. O mundo ouvido pela deusa foi o suspiro das mulheres e crianças que sofreram as suas perdas e por elas, a deusa sem nome se rendeu.
A arte da guerra foi e é uma forma de estacionar o pensamento, a audácia e a soberania em pilares que transformam reinos. Destroem sentimentos, planejam sentenças e governam cabeças.
O rio do jardim que regou em quatro braços minando a sua fertilidade deixou impérios devastados pela guerra. Mas, também deixou o amargo de bdélio que serviu para a medicina em curar e cicatrizar. Há feridas que nunca se cicatrizarão e amargos que nunca se renegará. E, no lugar do sangue dos que lutaram, deixou a cor do luto na rosa de Turquia.
A mensagem da deusa em dá-los a humanidade uma forma de se regenerar e ser piedoso com o próximo. A arte é a estratégia dos líderes, mas a prudência em se venerar é a menção dos sábios.


Original: Claudianne Diaz
Texto com ©DIREITOS AUTORAIS

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