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Os Sonhos e os Níveis da Mente

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  Os Sonhos e os Níveis da Mente O sonho nasce no corpo, organiza-se na psique, interroga a consciência e se abre ao cosmos!   Para compreender o sonho em sua profundidade, é preciso acompanhá-lo como uma travessia. Ele não pertence a uma única ciência, nem se esgota em uma única imagem; começa no organismo, atravessa a psique, desperta a pergunta filosófica e, toca uma correspondência cosmológica. Durante essa travessia, o corpo conserva sua própria sequência vital: respiração, pulso, variação cardíaca, repouso muscular. A ciência descreve essa arquitetura em estágios NREM e REM: no sono NREM, o corpo diminui o estado de alerta, aprofunda o repouso e favorece processos de restauração e reorganização da memória; no sono REM, a atividade cerebral se intensifica, os olhos se movem rapidamente e os sonhos tendem a adquirir maior vividez, enquanto a musculatura permanece temporariamente inibida. Na primeira camada, corporal e fisiológica , o sonho nasce do organismo em rep...

Onde o Véu se torna Fino

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  Onde o Véu se torna Fino Há lugares no mundo onde o tempo hesita, onde o vento fala em voz antiga e onde a alma sente que já esteve antes. Os druidas chamavam esses lugares de Nemeton, os santuários vivos. Não eram construídos por mãos humanas, mas revelados pela própria terra. Aquele que entra em um Nemeton entra também em si mesmo. Alguns lugares parecem existir num estado de atenção contínua. Não é algo que se veja; é algo que se percebe na forma como o ambiente se organiza ao redor do silêncio. O Nemeton é assim: um ponto onde a terra parece ter consciência de si mesma. Ao atravessar esse limite quase invisível, a pessoa sente uma mudança que não é dramática, mas precisa. O som fica mais nítido, como se cada rumor tivesse sido separado do resto do mundo. A luz não se intensifica, mas ganha profundidade, revelando nuances que antes passavam despercebidas. Até o próprio corpo responde, ajustando a respiração sem que se peça. Não se trata de espaço criado para o sagrado, mas de ...

Na Eternidade - Onde me sentei e chorei

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A Alma Indivisível – Onde me sentei e Chorei [À minha mãezinha...]   Quando atravessei o limiar, não encontrei escuridão. Encontrei paz — e nele, todas as vozes que ignorei em vida. A morte não me levou; ela me apresentou àquilo que sempre fui despida do tempo, sem peso. Compreendi, então, que viver não é existir — é tocar e ser tocada, ainda que por um instante. O fim não fecha a porta. Apenas ensina a olhar para trás com ternura! Essas são minhas palavras... Lá onde atravessei o portal de bronze, onde havia inúmeras serpentes escuras, até os cachos de brotos das árvores eram ninhos de seus filhotes, acreditei estar em um lugar intocável, um lugar apenas para os que não retornam. Estive ali, à beira das águas que não ousaria tocar. Mas, tive que tocar. Acompanhei alguém na caminhada mais dura e difícil da minha vida, minha mãezinha , a que jamais quis ter que voltar. Mesmo assim, aqui estou. Na primeira camada, a morte é a lei; na camada das sombras, é a passagem, a escolh...