Novidade Filosófica!

Na Eternidade - Onde me sentei e chorei

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A Alma Indivisível – Onde me sentei e Chorei [À minha mãezinha...]   Quando atravessei o limiar, não encontrei escuridão. Encontrei paz — e nele, todas as vozes que ignorei em vida. A morte não me levou; ela me apresentou àquilo que sempre fui despida do tempo, sem peso. Compreendi, então, que viver não é existir — é tocar e ser tocada, ainda que por um instante. O fim não fecha a porta. Apenas ensina a olhar para trás com ternura! Essas são minhas palavras... Lá onde atravessei o portal de bronze, onde havia inúmeras serpentes escuras, até os cachos de brotos das árvores eram ninhos de seus filhotes, acreditei estar em um lugar intocável, um lugar apenas para os que não retornam. Estive ali, à beira das águas que não ousaria tocar. Mas, tive que tocar. Acompanhei alguém na caminhada mais dura e difícil da minha vida, minha mãezinha , a que jamais quis ter que voltar. Mesmo assim, aqui estou. Na primeira camada, a morte é a lei; na camada das sombras, é a passagem, a escolh...

Vênus - a deusa que ama o avesso


 

“Eu ardo sem possuir; meu brilho é juramento.
Amo-te em constância, pois amar é sustento.”

O SOL, O AMANTE ANTIGO

Desde o início dos tempos, o Sol ergueu-se como soberano absoluto do firmamento, irradiando poder que sustenta mundos e define eras. Sua presença moldou calendários, guiou colheitas, inspirou rituais e despertou reverência em civilizações que ergueram templos para celebrar sua grandeza.

Egípcios o chamaram de Rá, gregos o reconheceram como Hélio, hindus o veneraram como Surya. Cada cultura, ao contemplar sua luz, compreendeu que nenhuma força era tão constante, tão vital, tão majestosa. Contudo, por trás de sua imponência, existe coração que pulsa com paixão silenciosa, voltado há milênios para uma única deusa: Vênus.

O Sol a observa desde antes de qualquer mito ganhar forma, desde quando o universo ainda sussurrava seus primeiros movimentos. Ele a ama com intensidade que ultrapassa fronteiras do tempo, pois sua luz encontra nela reflexo capaz de devolver beleza ao cosmos. Cada amanhecer revela esse vínculo, cada entardecer reafirma devoção que jamais se extingue. Embora governe com autoridade natural, o Sol não domina; ele sustenta. Sua gravidade mantém planetas em harmonia, preservando ordem que permite existência de tudo o que respira, cresce ou se move. No entanto, quando contempla Vênus, sua força se transforma em ternura.

Ele reconhece nela brilho que desafia qualquer explicação, movimento que contraria regras celestes e alma que dança em ritmo próprio. Essa singularidade o fascina, pois a deusa não se curva diante de sua luz; ela a devolve com intensidade que o comove. Mercúrio, sempre próximo, percebe essa paixão ancestral.

O mensageiro sente calor que envolve o Sol quando Vênus se aproxima, nota silêncio que o envolve quando ela se afasta e compreende que existe entre ambos laço que nenhum outro astro compartilha. Ainda assim, Mercúrio não se sente rival, pois sua admiração pelo Sol ultrapassa qualquer desejo pessoal. Ele o vê como mestre, guia e fonte de toda inspiração.

O Sol, por sua vez, reconhece no jovem mensageiro aliado fiel, capaz de levar suas palavras até a deusa que ambos veneram. Mesmo com poder que ilumina tudo, o Sol sabe que não pode alcançar Vênus diretamente; sua proximidade extrema destruiria aquilo que mais ama. Por isso, confia a Mercúrio a missão de aproximar-se dela, levando mensagens que jamais poderiam ser ditas por sua própria voz. Assim, o Sol permanece no centro do sistema, irradiando luz que sustenta mundos e alimenta esperanças.

Seu amor por Vênus, porém, não se manifesta em gestos grandiosos, mas em constância absoluta. Ele brilha para que ela exista, aquece para que ela resplandeça e permanece para que sua dança invertida encontre sentido. Enquanto observa a deusa seguir trajetória contrária, o Sol compreende que sua natureza singular não é desafio, mas presente. Vênus o ensina que até o mais poderoso dos deuses precisa aceitar mistérios que não podem ser controlados. E, ao fazê-lo, ele a ama ainda mais profundamente.


Venerada por Vênus

 TEXTO COM ©DIREITOS PRESERVADOS – ORIGINAL: CLAUDIANNE DIAZ
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