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Na Eternidade - Onde me sentei e chorei

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A Alma Indivisível – Onde me sentei e Chorei [À minha mãezinha...]   Quando atravessei o limiar, não encontrei escuridão. Encontrei paz — e nele, todas as vozes que ignorei em vida. A morte não me levou; ela me apresentou àquilo que sempre fui despida do tempo, sem peso. Compreendi, então, que viver não é existir — é tocar e ser tocada, ainda que por um instante. O fim não fecha a porta. Apenas ensina a olhar para trás com ternura! Essas são minhas palavras... Lá onde atravessei o portal de bronze, onde havia inúmeras serpentes escuras, até os cachos de brotos das árvores eram ninhos de seus filhotes, acreditei estar em um lugar intocável, um lugar apenas para os que não retornam. Estive ali, à beira das águas que não ousaria tocar. Mas, tive que tocar. Acompanhei alguém na caminhada mais dura e difícil da minha vida, minha mãezinha , a que jamais quis ter que voltar. Mesmo assim, aqui estou. Na primeira camada, a morte é a lei; na camada das sombras, é a passagem, a escolh...

Circe




CIRCE - Filha do Sol



Aiaíā. Morada de Circe.

Descansa sob um ponto, toda de luz o seu código, escondido e imerso na escuridão. Circe, a deusa da ilha do sol. Entrelaçada com a sentença dual do homem; sentença essa que faz dele a natureza mais elevada ou a mais ínfera.

Estando possuindo a ilha do sol, ela espera novos guerreiros e aventureiros para delimitar o seu curso, pois, há limites entre os seus visitantes e a sua generosidade. Nem sempre, sua forma de recepcionar leva-os para conhecer o interior de sua morada. O sulco exteriorizado de seus venenos delimita a passagem desses guerreiros e assim, toda a síntese antes imaginada recua e morre. Síntese, que por suas mãos são feitas e impregnadas pela força de sua vontade e determinação causando a decídua. Circe, vence a batalha por sua decisão, pelo código não compilado e por um feixe de luz reprimido antes das duas colunas serem elaboradas. Colunas nas quais dançam as espirais.

Um guerreiro sábio, mas equívoco, Ulisses. O herói que providenciou a metade dos seus homens para visitar a deusa, sustentou-se, de que ela os abrigaria. E, certo disso, ela sobreporia a outra metade e ambos festejariam no interior da ilha do sol para espiar o segredo na qual ela possuía.

Circe mantinha o segredo, ela era o cálice que transformaria em vinho, mas não havia nenhuma forma de conhecer o seu segredo, porque antes de professá-los, ela os devorava, abarcava-os de uma só vez, transformados por iguais pontos de luz que iam e vinham de acordo com a sua vontade, talvez, por magia, talvez, por força. Tal força que empenhada pela alegria do sol deixavam-nos a ouvir o som que ao cantarolar traziam estrondos melódicos que atravessavam as suas frontes e penetravam o fundo da alma de cada ponto de luz.

Transformados em grãos de luz ela oferecia a outra metade para concluir o desejo que antes ordenado por Ulisses fosse surtir.

Ulisses, descansara sem vontade, por ela ter o traído ou envenenado, sentiu-se arremessado num campo de batalha, forjado a lutar consigo mesmo para vencê-la, descobrir o seu segredo e terminar a sua missão.

Esquecido do detalhe de Circe que ao descobrir o segredo da ilha, morreria. Mas, surgiria após as duas colunas de fogo dançarem em espiral. Ele teria uma única chance, porque entrou naquela batalha, e não teria volta. Daquele ponto em diante, a guerra já tinha se iniciado. Ele teria que descobrir o segredo que ela guardava em seu cálice. Pois, nada seria ou foi igual em todas as batalhas que havia conhecido.

Ulisses percebera que os homens que enviou fora tragado por sua luz. Ele a seduziu para que adormecesse, ela jamais deixaria de protelar o seu serviço como guardiã da ilha do sol. Mesmo adormecida daria andamento e o seu exército de homens descobriria a essência de morte.

Então, repousou sobre ela para que a clemência de ambos fosse despertar nela a sutileza da compaixão.

Ela certamente, traria o seu poder por misericórdia e por essa indulgência atentava-lhe impor que a sua magia era a força da ilha e não apenas dela, ela era o ponto na qual ele jamais pudesse tocar, se tocasse jamais seria o mesmo. Então, o veneno que surtia era mais por determinação do que por força.

Às vezes, a sondagem de homens enviados pelos heróis era engolida e ela mantinha o segredo devorando-os, para transformá-los em apenas um. Em completude da sua força ela transformava-os em um único homem guerreiro ou em uma única mulher simbolizando a deusa que venceu a força da ilha do sol.

Repousada em sua base, ela expelia outros seres como ela. E, o segredo que ela mantinha dentro da ilha permanecia.

Sendo filha do Sol e do Oceano, ela mantinha a força, a determinação, o alento, a seiva, o assentamento e os gases que nutriam e outros que destruíam. Sendo assim, a sua arma; a feitiçaria, era o ponto chave na qual ninguém atravessava sem ser transformado, nutrido ou destruído. Por essência ela encorajava a vida, mas nenhum dos guerreiros que procurou por conhecer o seu segredo levou-os consigo, porque antes de serem transformados na ilha passavam pela luz que emanava do seu ventre, se banhavam nas água do esquecimento e ressurgia em um novo ser.

Ulisses tivera que lutar consigo mesmo e transformado por litanias ouviu o seu próprio eco. Não por encantamento, mas por fórmulas prescritas, nas quais foi redigida por mão celestiais e que nesse código o deferiu como o que sobreviveu para levar adiante a fórmula da fertilidade, em suas viagens abarcando com seus guerreiros imaginários a força e a determinação da deusa em deixá-lo ir apenas quando ela o expeliu-os em um único tripulante. O ser personificado.

Após expeli-lo, trouxera às bases da ilha um novo herói. O condutor. Nessa força híbrida Ulisses desembarcaria em outras margens e ele levaria as sementes e os grãos antes transformados por luz que semeados brotariam novos guerreiros. Ela descansaria na ilha do sol até que se completasse o ciclo hexagonal, as noventa e seis fórmulas, e as doze constelações.



  TEXTO COM ©DIREITOS PRESERVADOS – ORIGINAL: CLAUDIANNE DIAZ
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