O Astrolábio Cósmico e a Geometria do Tempo



O Astrolábio Cósmico e a Geometria do Tempo

O deus-planeta transita pelas Orbes celestes tocando de forma retrógrado o deus Eros, como ponto de partida e Aion; ao tempo supremo.

 

Das engrenagens da mecânica celeste e do relógio orbital, Hermes toca a imensidão no movimento retrógrado vetorial; modo, direção e sentido.

 

Num vetor ternário, o padrão sideral se traduz,

Em cada três revoluções, duas fases opostas de luz.

Pela aceleração que a dinâmica cósmica inspira,

Sua órbita em unidades astronômicas se gira,

 

Do instante vetorial aos resíduos de tempo que restaram,

Onde a matriz do pentagrama e os nós orbitais se cruzaram.

Na somitogênese embrionária, o padrão a pulsar,

Como redes de sinapses a se conectar,

 

O universo é um astrolábio aberto em sinergia,

A dinâmica dos astros em exata simetria.

Com oitenta ramificações no cálculo transversal,

Domina a zona transnetuniana.

 

Em fração; zero ponto quatro, da distância solar,

O período orbital e o tempo se vêm multiplicar.

Eis a equação-chave a destravar o limiar,

Que na constante; dois ponto quatro, começa a operar.

Somam-se, os desvios em oito graus de amplitude,

E seis vias ulteriores de exata longitude.

 

Cada via respeita o grau zero e o vetor primeiro,

A aceleração cósmica, o referencial verdadeiro.

A pirâmide erguida nos graus de transição

Converte a geometria externa em nossa dimensão.

 

Nas descargas eletromagnéticas do fluxo estelar,

O ciclo metônico faz o vetor de Netuno ressoar;

Cinquenta e cinco ramos em sustentação

Para o tempo terrestre em sua conversão.

 

Na Casa Um, o parâmetro busca o ponto focal,

E as esferas de radiação clareiam o espectro total;

Em camadas sexenais a luz se refrata e divide,

E no ciclo metônico o tempo em matriz se divide.

 

São setenta e duas portas na matriz de projeção,

Mundos em órbitas próprias sob a nossa dimensão,

Que pelos graus exteriores precisam transitar,

Nas seis vias para os quinhentos e setenta e seis eixos fechar.

 

A realidade converge em uma singularidade adimensional,

E cada planeta projeta sua frequência harmônica no sinal;

Na escala do pentagrama o comportamento se revela,

E a prova matemática na Terra se faz mais bela.

 

Pela unidade astronômica o cálculo se expõe,

Na diferença residual que a variação impõe. 

Mapeia-se a fenda pelas cargas do universo,

Onde a teoria dos três se traduz neste verso.

 

Hermes percorre os ramos e o vetor primordial,

A constante zero, o algoritmo da cosmogonia. 

Amostra mercuriana do espectro de luz,

Enquanto, a magnitude de Vênus ainda me conduz!























TEXTO COM ©DIREITOS PRESERVADOS – ORIGINAL
CLAUDIANNE DIAZ 

O universo é um corpo, e o corpo é um universo. Os deuses são processos biológicos em escala cósmica.

 

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