Luas de Marte
Luas de Marte (Sobre a letra musical em Latim que imerge um ensinamento dos Deuses - A Natureza ama esconder-se...) Sob o rigor inexorável da mecânica do céu, Onde a gravidade tece o seu véu, Não somos meros blocos de rocha e regolito Presos ao planeta vermelho e aflito. Somos as mãos de um relógio sem fim, As engrenagens de um vasto jardim. A ciência descreve a nossa geometria, Na fria elegância que a mente criaria: As leis de Kepler, a atração universal, Calculando o curso e o ritmo mortal. Pois T_Phobos=7h 39m é o tempo fugaz, Em que Phobos atravessa o céu que nos traz; Enquanto T_Deimos>30h mede o espaço com calma, O compasso de Deimos que embala a alma. Entre forças de maré e o momento angular, Que a astrofísica vem calcular, O observador busca a verdade profunda Onde a alma ao cosmos se funde e se inunda. Não há combate entre a exata equação E o puro desejo da contemplação: Pois a aequatio (igualdade, equação ou nivelamento) fria e a mente que anseia São duas línguas cantando...